Category Archive : Bem Estar

SUS amplia acesso à tratamentos para câncer raro no sangue. Hoje cuidado é apenas paliativo

Por meio de consulta pública, sociedade terá a chance de contribuir com a incorporação de medicamento que aumenta o tempo de vida dos pacientes

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (CONITEC) abriu consulta pública para avaliar a incorporação da terapia-alvo ruxolitinibe para o tratamento de adultos com mielofibrose, nos seguintes subtipos da doença: primária, pós-policitemia vera ou pós-trombocitemia essencial, no Sistema Único de Saúde (SUS), após petição realizada pela ABHH. Atualmente, contando apenas com opções pouco eficazes, a população atendida pela rede pública de saúde poderá ter o acesso a medicamento que contribui para o controle dos sintomas e aumenta o tempo de vida.

Com maior prevalência entre pessoas acima de 50 anos, estima-se que uma a cada 133 mil pessoas seja afetada pela mielofibrose[1-2], tipo raro de câncer no sangue, desencadeado pelo mal funcionamento das células-tronco. A disfunção surge quando estas células sofrem uma mutação e formam uma fibrose (cicatriz) na medula óssea, prejudicando a produção das células sanguíneas.

Entre os principais sintomas estão cansaço sem causa específica, fraqueza, anemia, palidez, suor noturno em excesso, palpitações, falta de ar, emagrecimento, perda de apetite, dor ou desconforto no abdômen e aumento do baço.[3-4] Esses aspectos prejudicam bastante os pacientes que, raramente são elegíveis ao transplante de medula óssea, único tratamento curativo. Por conta disso, outras possibilidades terapêuticas, como o ruxolitinibe (inibidor do gene JAK2, presente em aproximadamente 50% dos casos da doença[5-6]), medicamento que melhor atende a esse perfil de paciente, são necessárias para melhorar a condição desses indivíduos.

“O medicamento é a opção terapêutica mais moderna, que está disponível no sistema privado de saúde desde 2018. Porém, infelizmente, quem depende do SUS ainda não tem acesso a essa terapia-alvo, a única capaz de contornar sintomas graves, como o aumento do baço, além de garantir melhora clinicamente significativa na qualidade de vida e sobrevida global dos pacientes. Precisamos muito da atenção de todos para mudar a realidade de tratamento dessa população hoje desassistida”, afirma o diretor médico da Novartis, Dr. André Abrahão.

Por ser uma condição progressiva, os pacientes podem sofrer com condições debilitantes com o passar dos anos, tornando-se incapazes de seguir suas rotinas de forma funcional – especialmente se não estiverem sob cuidados e recebendo o tratamento adequado. A doença pode apresentar complicações graves, como hemorragias, tromboses, infecções e falência de órgãos, bem como evoluir para condições como a leucemia mieloide aguda, potencialmente fatal, e óbito.[7-8-9-10]

A maioria dos pacientes com mielofibrose são tratados com medicamentos citorredutores (responsáveis por diminuir a contagem das células do sangue), que são apenas paliativos, portanto, é necessário avaliar o papel do ruxolitinibe como recurso terapêutico padrão no Brasil. Ainda que a decisão preliminar da CONITEC seja pela ‘não incorporação’ do medicamento no SUS, as contribuições de toda sociedade civil (médicos, profissionais de saúde e pacientes, entre outros) podem influenciar a recomendação final do órgão e garantir o acesso das pessoas com mielofibrose a uma terapia comprovadamente eficaz.

Todos podem expressar sua opinião sobre a incorporação de ruxolitinibe para tratamento de pacientes com mielofibrose no SUS. Na consulta pública, a opção DISCORDO da recomendação da CONITEC é a favor da incorporação da nova terapia no sistema público. Já a opção CONCORDO é favorável a não inclusão desse medicamento.

As consultas públicas têm como objetivo promover a participação da sociedade nos processos de tomada de decisões do governo sobre políticas públicas de saúde. Esta consulta está aberta até 11 de março de 2020. Para o envio de contribuições, o interessado deve acessar o site http://conitec.gov.br/consultas-publicas, buscar a consulta sob o nome “Ruxolitinibe para tratamento de pacientes com mielofibrose primária, mielofibrose pós policitemia vera ou mielofibrose pós trombocitemia essencial, de risco intermediário-2 ou alto”, número 04 – e seguir as instruções.

Sobre a Novartis

A Novartis está reimaginando a medicina para melhorar e ampliar a vida das pessoas. Como empresa líder global em medicamentos, utilizamos ciência inovadora e tecnologias digitais para criar tratamentos transformadores em áreas de grande necessidade médica. Em nossa busca por novos medicamentos, estamos constantemente classificados entre as principais empresas do mundo que investem em pesquisa e desenvolvimento. Os produtos da Novartis alcançam mais de 750 milhões de pessoas em todo o mundo e estamos encontrando maneiras inovadoras de expandir o acesso aos nossos tratamentos mais recentes. Cerca de 105 mil pessoas de mais de 140 nacionalidades trabalham na Novartis em todo o mundo. Saiba mais em http://www.novartis.com.

Escola Musical de Inhotim abre vagas para Brumadinho

Projeto Iniciação Municipal Infantil abre inscrições para Brumadinho. Jovens de 10 a 17 anos podem se candidatar. Até dia 3 de março as vagas estarão sendo realizadas, é preciso estar matriculados na rede publica de ensino e residir em Brumadinho.

A Escola de  Musica proporciona uma formação musical gratuita a moradores da região. São elas: Iniciação  Musical Infantil e Vozes e Canto, Escola de cordas.

Os encontros aconteceram quarta-feira, quinta-feira e sexta-feira. O horários será de 13:30 as 17:00.

O projeto Iniciação Musical Infantil e Vozes e Canto tem ênfase no canto e coral. A iniciação Musical Infantil faz com que as crianças tenham seu primeiro contato com a música. Já as aulas de vozes e canto atende o publico com mais de 18 anos com experiência em canto em coros.

As inscrições podem ser feitas na Escola, de terça-feira a sexta-feira. Lembrando que os participantes serão prioritariamente estudantes da rede publica de ensino da cidade.

Endereço: Rua B N° 20, Brumadinho. De 10:00 as 16:00 horas .

Para mais informações: 3571-9722

UFVJM realiza projeto para produzir bloquetes com isopor

Iniciativa do curso de Engenharia Agrícola e Ambiental da UFVJM – Campus Unaí tem apelo social e ambiental

Sob a coordenação da professora Hellen Pinto Ferreira Deckers, alunos do curso de Engenharia Agrícola e Ambiental da UFVJM – Campus Unaí têm trabalhado na fabricação de bloquetes com utilização de isopor em substituição a areia. O trabalho faz parte do projeto de extensão Reutilização do Poliestireno Expandido (EPS) com Agregado no Composto de Concreto Leve para Fabricação de Bloquetes, aprovado no último edital da UFVJM para o ano de 2020 e realizado em parceria com a Prefeitura Municipal de Unaí, através da Secretária do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semamd), e com a Penitenciária Agostinho de Oliveira Júnior (Paoj).

Bloquetes produzidos com isopor
              em substituição a areia pelo curso de Engenharia Agrícola
              e Ambiental da UFVJM - Campus Unaí (Foto: ICA / UFVJM)
Bloquetes produzidos com isopor em substituição a areia pelo curso de Engenharia Agrícola e Ambiental da UFVJM – Campus Unaí (Foto: ICA / UFVJM)

A professora conta que a ideia do projeto surgiu a partir do problema enfrentado pela Semamd com o descarte diário de cerca de 4 mil marmitas de isopor utilizadas para a alimentação dos reeducandos do presídio. “Era preciso buscar uma solução para a reutilização dessa grande quantidade de isopor e conseguimos chegar a esse importante projeto de cunho social e ambiental”, afirma Hellen. E a coordenadora explica como a parceria funciona: “A matéria-prima (isopor triturado) é fornecida pela Semamd e a mão-de-obra é dos reeducandos e de alunos do curso de Engenharia Agrícola e Ambiental.”

O projeto encontra-se agora na fase de teste de resistência dos bloquetes fabricados com 20%, 40% e 60% de isopor. Os próprios reeducandos realizaram os testes, sob supervisão e orientação do diretor-geral da Paoj, Sílvio Pereira Cardoso Júnior, da professora Helen e do acadêmico Gabriel Elan Finkler. O objetivo é utilizar esses bloquetes no calçamento da Universidade e em praças e escolas da cidade de Unaí.

            O projeto Reutilização do Poliestireno Expandido (EPS) com Agregado no Composto de Concreto Leve para Fabricação de Bloquetes é coordenado pela professora Hellen Pinto Ferreira Deckers e conta com o envolvimento dos alunos Ana Clarah Cordeiro de Oliveira Talá, Gabriel Elan Finkler, Manuella Brandão Gonçalves, Mucio Abraão Sousa de Assis, Nei Gaspar dos Santos Junior, Northon Matheus Santana de Castro e Rosy Mara Oliveira da Silva, do curso de Engenharia Agrícola e Ambiental da UFVJM – Campus Unaí.

Doença do Beijo: risco de mononucleose cresce no Carnaval

É fevereiro, é Carnaval, é festa! O período mais animado do ano pode ser o cenário perfeito para a mononucleose. Isso porque o vírus Epstein-Barr (VEB), da mesma família do herpes, é transmitido, principalmente, pela saliva e por objetos compartilhados, como copos e canudos. Devido ao modo de contágio, a enfermidade ficou popularmente conhecida como a doença do beijo.

De acordo com a infectologista da Doctoralia, Flávia Cunha Gomide, a doença apresenta sintomas que perduram de duas a quatro semanas. “Os principais são febre, gânglios inchados no pescoço, virilhas e axilas, cansaço, dores no corpo, dor e inflamação na garganta e erupção cutânea”, revela.

Por ter sintomas parecidos com os de outras infecções (como amidalite bacteriana e até HIV em fase muito inicial), ao notar os sinais, é importante procurar um médico para o diagnóstico correto. “Não há um tratamento específico para a doença do beijo. Geralmente, são indicados repouso e medicamentos que amenizem os sintomas”, conta Flávia.

Confira abaixo as dicas de prevenção da infectologista Flávia Cunha Gomide, membro da Doctoralia:

·Tenha hábitos saudáveis. Exercícios, boa alimentação e horas adequadas de sono aumentam sua resistência para se defender contra infecções;

·Cubra a boca com a parte interna do braço, quando for tossir ou espirrar;

·Não compartilhe alimentos, pratos, copos e outros utensílios;

·Higienize as mãos com álcool gel;

·Mantenha a sua vacinação em dia.

Campanha de Prevenção a Gravidez na Adolescência

Campanha visa reduzir altos índices de gravidez precoce no Brasil

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) e o Ministério da Saúde (MS) lançaram nesta segunda-feira (3) a campanha “Adolescência primeiro, gravidez depois – tudo tem o seu tempo”.

A proposta tem o objetivo de reduzir os altos índices de gravidez na adolescência que, no Brasil, estão 50% acima da média mundial. A cada mil meninas, 46 se tornam mães adolescentes. Na América Latina, o índice é de 65,5. Já no Brasil, o número sobe para 68,4. Atualmente, mais de 434,5 mil adolescentes se tornam mães por ano no país.

A ministra do MMFDH, Damares Alves, falou sobre a iniciativa. “Estamos há um ano conversando sobre isso, porque precisamos mudar os números que estão postos. Buscamos inúmeras propostas, conversamos com todos: especialistas, pais, adolescentes. Conversamos e tivemos a coragem de falar sobre retardar o início da vida sexual, incluindo esse tema em toda a gama de métodos preventivos que já existem”, disse.

Para Damares, estamos diante de um problema de saúde pública. “Não é um assunto moral, nem tão somente de comportamento. Há muitas coisas que nos dividem e separam, mas a vida precisa nos unir. Eu acho que todos concordam com isso, então precisávamos fazer alguma coisa”, explica.

Vídeo Institucional – #TudoTemSeuTempo

Abandono escolar

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, apresentou consequências da gravidez precoce. “Cerca de 66% dessas gestações não são planejadas e 75% dessas mães de 11 a 16 anos abandonam a escola. O abandono escolar aumenta a mortalidade infantil, gera pobreza e se torna um ciclo vicioso que precisa, de alguma maneira, ser abordado”, afirmou.

O Ministro também lembrou que “a paternidade ou a maternidade é muito pouco exercida nesses casos. Essas crianças muitas vezes são repassadas para as avós, que assumem, pois os pais também são crianças”. E continuou: “É preciso refletir, pensar, olhar o momento da vida, conversar com a família, com os amigos, para ter uma maternidade e uma paternidade responsáveis”.

Métodos contraceptivos

Ainda de acordo com o Ministro, “é muito mais difícil uma menina de 12 anos ou um menino de 13, 14 anos irem até uma unidade de saúde para solicitar um anticoncepcional, um método contraceptivo. A pressão que eles sofrem nas comunidades para serem aceitos ou serem sexualmente ativos e, assim, poderem pertencer, é muito grande. Tudo isso apareceu nas nossas pesquisas”, relatou.

A ministra Damares Alves também falou sobre métodos preventivos como, por exemplo, a pílula do dia seguinte. “Estamos vendo um uso exagerado desse método. Daqui a 20 anos, quantas mulheres poderemos ter no Brasil com câncer de mama ou outras doenças geradas pelo uso exagerado da pílula do dia seguinte? Precisamos conversar com essas meninas”, apontou.

Polêmica

Sobre a polêmica de que a campanha teria a finalidade de impor abstinência sexual, o Mandetta foi claro: “Isso foi uma interpretação, porque em nenhum momento foi falado sobre proibição. O que foi dito é: há tempo para tudo, adolescência não combina com gravidez”.
Quando questionada sobre o assunto, a ministra Damares afirmou que o governo está construindo um plano nacional de prevenção ao sexo precoce, que será apresentado em momento oportuno.

“Esta campanha é um início, estamos ouvindo todo mundo. Queremos falar também das outras consequências do sexo precoce. O sexo precoce não traz apenas gravidez e DSTs. Existem outras doenças físicas graves para uma menina de 11 anos, um menino de 10 anos. Existem doenças emocionais, depressão, baixa autoestima, e nós vamos apontar todas as outras consequências do sexo precoce”, relatou a ministra.

“Temos excelentes técnicos no nosso Ministério, no Ministério da Saúde, no Ministério da Educação. Todos estarão envolvidos nesse processo. Vamos oferecer cartilhas, promover rodas de conversas com os adolescentes, vamos convidar a arte, a música, para fazerem parte”, esclareceu.

Para encerrar, a ministra fez um pedido: “Nossos jovens e adolescentes são seres pensantes. Não vamos colocá-los em uma manada, como se fossem movidos apenas pelo instinto sexual. São meninos e meninas que pensam, e que estão a fim de refletir, acreditem nisso. Vamos cuidar dos nossos jovens e adolescentes”, concluiu.

Fonte: Ministério da Mulher, da família e dos direitos humanos.

Professor do CEFET-MG explica o que são e por que ocorrem riscos geológicos nos períodos de chuva

As chuvas que marcam a região Sudeste, principalmente entre os meses
de outubro e março de cada ano, já são previstas pelos mineiros. De
acordo com informações do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET),
em Minas, o trimestre entre novembro e janeiro é frequentemente o mais
chuvoso. Porém, 2020 começou batendo recordes históricos de volume de
chuva, o que causa apreensão, tanto pelos alagamentos e
transbordamentos de rios, como também por deslizamentos de encostas.
Somente de 24 a 28 de janeiro, foram 53 mortes confirmadas em
decorrência do grande volume de chuvas, segundo a Defesa Civil de
Minas Gerais.
O professor do curso de Engenharia Ambiental do CEFET-MG, Evandro
Carrusca de Oliveira fala, em entrevista, sobre o risco geológico,
perigo que ultrapassa o momento das chuvas. Para ele, ?ao implantar
medidas de redução dos riscos, trabalhamos tanto no sentido da
prevenção, reduzindo a frequência de ocorrência, quanto no sentido da
proteção, minimizando ou reduzindo as consequências?.
Evandro é doutor em Geotecnia e ministra, no CEFET-MG, disciplinas
ligadas à análise de riscos ambientais, hidrogeologia e geotecnia
ambiental, que é o estudo do comportamento do solo e das rochas em
decorrência das ações do homem.

O que é risco geológico? Por que acontece esse fenômeno?
O risco pode ser tomado como uma categoria de análise associada às
noções de incerteza, exposição ao perigo, perda e prejuízos materiais,
econômicos e humanos. O risco refere-se, portanto, à possibilidade de
ocorrer um evento indesejado. Deve-se identificar antecipadamente os
perigos e quantificar os riscos associados e os efeitos sobre o meio
ambiente e a saúde pública para, em seguida, propor medidas de controle.
Risco Geológico é quando o risco ambiental (ou natural) está
relacionado à vulnerabilidade de uma área associado a fenômenos de
natureza geológica num dado momento. São exemplos sismos, erupções
vulcânicas, deslizamentos ou escorregamentos de solo e avalanches de
lama, quedas de blocos de rochas, assoreamentos, inundações e erosão.
Os principais riscos relacionados aos fenômenos geológicos em Belo
Horizonte referem-se aos escorregamentos de solos e rochas em
encostas/taludes devido à saturação do solo pela chuva intensa,
resultando destruição de habitações, vias públicas e outras estruturas
e bens materiais. E também as enchentes e inundações ao longo das
calhas dos rios e córregos que cortam a cidade, normalmente
localizados em cotas inferiores às ruas por onde deságua a água não
infiltrada no solo impermeabilizado.

A Região Metropolitana de Belo Horizonte é, naturalmente, mais
suscetível ao risco geológico pelo relevo acidentado?
BH tem um relevo muito montanhoso em toda a sua distribuição areal,
gerando grandes desníveis topográficos nos quatro cantos da cidade. E
o índice de impermeabilização das vias públicas e terrenos habitados é
muito significativo. Essa impermeabilização do solo e os declives
acentuados geram enxurradas de alto poder destrutivo. E, nas
comunidades, a ocupação urbana não respeitou a geologia local, com
grandes intervenções antrópicas que favorecem o aumento das áreas de
risco geológico para milhares de pessoas.

Depois de um período de chuvas, quanto tempo pode durar o risco
geológico? É possível fazer essa previsão?
Pode durar pouco tempo ou para sempre, impedindo a reocupação do
local. Vai depender do laudo ou diagnóstico de geólogos, engenheiros,
geotécnicos e outros especialistas, atestando a situação da área em
estudo.

Quais sinais ajudam a identificar possíveis riscos e quais são as
recomendações em caso de identificação desses sinais?
São vários os sinais. No caso de moradia próxima a barrancos de terra,
observar, por exemplo, qualquer trinca ou fenda no terreno ou nas
construções, se a água da enxurrada está infiltrando em algum local
específico, se há árvores ou mourões de cerca com inclinações recentes
nas proximidades, a existência de corrimento de solo fino nas
enxurradas, estalos em estruturas rígidas ou no barranco e água
brotando no talude próximo.
O mesmo cuidado deve ser tomado quando existem blocos rochosos
próximos ou em níveis superiores à moradia. O peso desses blocos sobre
o solo saturado pode provocar deslizamentos ou tombamentos rochosos em
épocas de chuva, destruindo as construções localizadas abaixo.
No caso de moradias em margens da bacia hidrográfica, deve-se
acompanhar as informações sobre a situação climática em sua região e
na região a montante da casa. Muitas vezes, próximo à moradia não está
chovendo, mas nas cabeceiras do córrego chove com muita intensidade,
acarretando inundações nas partes mais baixas.
A principal recomendação é acionar com urgência e de forma preventiva
a Defesa Civil ou outro órgão credenciado para esse atendimento. Digo
?preventivo? porque após a catástrofe, estes órgãos estarão em ações
de emergência, de socorro imediato, não sendo possível se deslocarem
apenas para diagnosticarem uma evidência de risco. Nessa situação, o
mais correto é abandonar o local, ir para um local seguro e aguardar a
diminuição do fluxo de atendimento emergencial das unidades
competentes. Após a classificação como área de risco, retirar com
urgência os moradores.

O que a população e a administração pública podem fazer
preventivamente para que haja menos possibilidade de novos ?riscos
geológicos??
Inicialmente, gostaria de parabenizar a Administração Pública de Belo
Horizonte, a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e todos os envolvidos.
Pela primeira vez em BH foi realizado um mutirão preventivo, um
verdadeiro Plano de Contingência para enfrentar os fenômenos
climáticos e suas consequências nesse início de 2020.
No caso de BH, neste evento catastrófico que estamos vivenciando,
ações simples como prevenir a população da situação climática através
de mensagens, fechamento das vias com pontos críticos, reserva de
acomodações em abrigos e outros estabelecimentos, acompanhamento 24
horas antes e durante as catástrofes, alocação de pessoas e máquinas
para minimizar os impactos ambientais, e tantas outras ações que estão
salvando vidas.
Os riscos geológicos estão e estarão lá por milhares de anos.
Respeitam aqueles que os respeitam, entendem o risco e as potenciais
consequências ao longo do tempo. E com o agravante de que não mandam
recados prevenindo quando irão se manifestar. Portanto, não construam
em áreas de instabilidade geológica.

Saldo de crescimento de emprego cresceu em 19% em 2019

Há algo em comum entre restaurantes, salões de beleza, clínicas médicas e lojas de assistência técnica especializada. Todos esses estabelecimentos fazem parte do setor de serviços, o principal responsável pelo avanço do emprego formal em Minas Gerais. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ele gerou 55.213 vagas com carteira assinada de um saldo total de 97.720 postos de trabalho abertos no Estado em 2019.

Os dados divulgados pelo Ministério da Economia, na última sexta-feira (24/01), mostram uma recuperação do emprego formal em Minas Gerais, mesmo com as dificuldades fiscais enfrentadas pelos municípios mineiros. No acumulado do ano, o Estado registrou 15.801 postos de trabalho a mais que em 2018. Essa diferença representa uma evolução de 19,28% no estoque de vagas abertas.

A expansão de admissões em relação às demissões deve-se, especialmente, a setores estratégicos para a economia mineira, como a construção civil (7,72%), a indústria extrativa mineral (4,04%) e os serviços (3,43%). A agropecuária, por sua vez, foi o único setor a registrar recuo no número de vagas formais em Minas (-0,93%). Já o comércio fechou o ano com saldo positivo de 1,37% de contratações.

A economista da Fecomércio MG, Bárbara Guimarães, atribui a reversão do quadro de desemprego a fatores como a inflação controlada, a queda dos juros básicos a 4,5% ao ano e as reformas estruturais aprovadas. “O ambiente de otimismo vivido no ano passado permitiu setores como a mineração – afetada no início de 2019 pela tragédia em Brumadinho – e a construção civil – em baixa desde a crise – elevarem o percentual de contratações no Estado”, avalia.

Em relação ao comércio, Bárbara considera que o consumo aquecido e a confiança do empresário foram determinantes para a evolução do emprego em Minas. “As medidas de liberalização da economia implementadas no país durante o ano passado motivaram um comportamento mais positivo de quem empreende. Não por acaso, o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio de Belo Horizonte expandiu 22 pontos percentuais de 2018 para 2019”, quantifica.

Números anteriores à crise

No Brasil, os resultados do Caged 2019 revelam que 644.079 vagas formais foram geradas, 21,63% a mais que o apurado em 2018. O saldo é o melhor em números absolutos desde 2013, quando o país criou mais de 1,1 milhão de empregos com carteira assinada. Todos os oito setores verificados encerram o ano com estoque positivo, com destaque para os serviços, responsável pela geração de 382,5 mil postos de trabalho, e para o comércio, com 145,4 mil admissões.

Entre as regiões geográficas do país, os melhores saldos de postos de trabalho formais no ano passado ficaram como a Região Sudeste (318,2 mil), seguida pela Sul (143,2 mil), Nordeste (76,5 mil), Centro-Oeste (73,4 mil) e Norte (32,5 mil). Já em relação aos estados, os desempenhos mais satisfatórios foram registrados em São Paulo (184,1 mil), Minas Gerais, (97,7 mil) e Santa Catarina (71,4 mil).

Opção pós-reforma

O trabalho intermitente também colaborou para o resultado do Caged em 2019. No período, a modalidade gerou 85,7 mil empregos, 13,3% do total de vagas criadas em todo o país. Os setores de serviços (39,7 mil) e comércio (24,3 mil) foram os destaques dessa forma de trabalho, que permite ao profissional prestar atividades em períodos alternados, conforme a demanda do empregador.

Spotify revela as principais tendências para um 2020 com mais qualidade de vida e (claro!) mais música

Um ano novo se inicia e com ele chega o momento de renovar aquela lista de metas e prioridades para o próximo ano: pegar firme na academia, melhorar a alimentação e até aliviar o estresse do dia a dia.

Não importa quais sejam os objetivos, o Spotify reuniu as principais tendências da plataforma para te ajudar a pegar firme nessa rotina de autocuidado, baseado nas mais de 54 milhões de playlists focadas em estilo de vida e conteúdos que os usuários do Spotify estão ouvindo globalmente. Afinal, por que não deixar a música dar aquele “empurrãozinho” nas metas para melhorar a qualidade de vida em 2020?

Em 2019, as 10 músicas mais escutadas para treinos e atividades de bem-estar no Brasil foram:

1 – Ed Sheeran e Justin Bieber: I Don’t Care
2 – Alok, Felix Jaehn, The Vamps: All the Lies
3 – Bastille, Marshmello: Happier
4 – Sam Smith, Normani: Dancing With A Stranger
5 – Maroon 5, Cardi B: Girls Like You
6 – Anitta, Lexa, Luísa Sonza, Mc Rebecca: Combatchy
7 – Shawn Mendes: If I Can’t Have You

8 – Sofia Reyes, Anitta, Rita Ora: R.I.P.
9 – Shawn Mendes: Lost in Japan
10 – Jonas Blue, Lennon Stella, Liam Payne: Polaroid

Músicas para treinar e se exercitar foram tocadas mais de 26 milhões de vezes no Brasil. São mais de 273 mil playlists criadas por usuários brasileiros para práticas de exercícios.

Além disso, o Spotify destacou algumas tendências e dados globais, baseado nos hábitos de consumo de áudio dos usuários da plataforma no mundo todo:

• “And the Oscar goes to“: Os ouvintes criaram mais playlists de corrida do que qualquer outro tipo de treino (mérito para a Dinamarca, que venceu disparado nesse quesito). Yoga segue com alta popularidade e a Suécia pode ser a nação mais zen do mundo, com base no alto número de listas de reprodução de meditação e yoga criadas pelos ouvintes do Spotify. Para se ter uma noção, os ouvintes suecos criam essas playlists a uma taxa de 521% mais alta que os ouvintes de outros países.

• Previsões para 2020: o foco no autocuidado continuará reinando em 2020. As músicas “thank u, next “, de Ariana Grande, “Good as Hell “, de Lizzo e “Love Myself “, de Hailee Steinfeld foram verdadeiros hinos populares de empoderamento feminino, presentes em milhares de playlists no mundo todo. Além disso, vimos um aumento de 113% nas playlists de meditação no ano passado, superior ao de qualquer outra prática de bem-estar. Também houve um aumento na reprodução de playlists de pilates (71%), de treinamento com pesos (66%), e prevemos que todos continuarão a crescer em popularidade em 2020.

• ZZZzzz: a reprodução de podcasts de saúde e fitness aumentou 145% no ano passado. A novidade é que os ouvintes estão se apaixonando por podcasts do sono! O podcast mais popular da categoria de saúde e fitness no momento é “Sleepy “, onde o apresentador Otis Gray lê histórias clássicas para ajudar os ouvintes a dormir. Bons sonhos!

• Globalmente, a música ”‘Till I Collapse ”, do Eminem, é a faixa mais ouvida nas playlists de exercícios no momento. “I Don’t Care “, de Ed Sheeran com Justin Bieber é a segunda música de treino mais ouvida, seguida por “Dance Monkey ” de Tones and I, “If I Can’t Have You” de Shawn Mendes e “Beautiful People ” de Ed Sheeran e Khalid.

As músicas de treino mais tocadas no Spotify, globalmente (de 16 de setembro a 15 de dezembro de 2019):

• “‘Till I Collapse ” – Eminem, Nate Dogg
• “I Don’t Care ” – Ed Sheeran, Justin Bieber
• “Dance Monkey ” – Tones and I
• “If I Can’t Have You ” – Shawn Mendes
• “Beautiful People ” – Ed Sheeran, Khalid
• “Sucker ” – Jonas Brothers
• “SICKO MODE ” – Travis Scott
• “Higher Love ” – Kygo, Whitney Houston
• “Lose Yourself ” – Eminem
• “i’m so tired… ” – Lauv, Troye Sivan

Proteja-se: Dia Mundial da Vacinação Contra o Sarampo em Curvelo

A Secretaria de Saúde de Curvelo comunicou que neste sábado (30), acontecerá o Dia Nacional de Vacinação contra o Sarampo destinada a adultos que tenham de 20 a 29 anos.

A campanha será realizada apartir das 08:00 ás 17:00 em todos os Centros de Saúde e Estratégias de Saúde da Família, além de também ser disponibilizada no Supermercado Cordeiro, Drogaria Araújo e Cordeiro Atacarejo para que toda população tenha um fácil acesso a vacinação e não deixe de se vacinar.

É importante lembrar que o Sarampo tem ameaçado a vida e o bem estar de diversas pessoas ao redor do País. Para se vacinar, não esqueça de levar o seu Cartão de Vacinação e o seu Cartão SUS e se proteja contra o Sarampo

Foco na saúde: Você sabia que doenças do sono podem causar tristeza, estresse e diversos outros problemas?

Nossos pais e avós dormiam melhor do que dormimos hoje? Tudo indica que sim, já que dados da Associação Brasileira do Sono demonstram que 60% dos brasileiros dormem menos de 7 horas por noite.

De acordo com a pesquisa “Episono São Paulo”, feita pela pesquisadora Monica Levy, só na cidade de São Paulo, uma em cada três pessoas têm apneia obstrutiva do sono – quando a respiração para e volta diversas vezes durante o sono.

Já um outro estudo realizado pelo Datafolha com o Instituto do Sono mostrou que 23% da população no Estado de São Paulo se queixam de sono insuficiente. O Detran também pode contribuir com dados sobre o tema, e indica que 20% dos acidentes de trânsito estão associados a indivíduos sonolentos.

O que explica essa piora na qualidade do nosso na geração Z – pessoas nascidas entre os anos 1990 e o início dos anos 2010? Alguns especialistas, como a própria Monica Levy, apontam alguns palpites.

Essa geração foi diretamente atingida pela quarta e última grande onda causadora da privação do sono na sociedade moderna: a criação da web e a popularização da internet, que aconteceu a partir de 1995. 

Antes dela, outros grandes acontecimentos influenciaram o sono de gerações pregressas: a Revolução Industrial, com a adição de mais um turno de trabalho, o surgimento da luz elétrica, em 1879, e a televisão, na década de 1920.

Mas, além da internet, a geração Z também tem sido destaque em relação ao maior consumo de substâncias para inibir ou retardar o sono. É comum entre os jovens o consumo de bebidas energéticas e de bebidas alcoólicas. 

Como, juntas, elas interferem na privação do sono? As bebidas energéticas têm poucas substâncias estimulantes, como a taurina e a cafeína, mas o efeito delas é potencializado pela ação do álcool das bebidas destiladas com as quais são misturadas.

Talvez você não saiba, mas o álcool tem ainda um outro papel determinante nessa equação: ele priva a execução dos sonhos. Por noite, num sono normal, sonhamos aproximadamente 90 minutos. Eles são importantes porque proporcionam o bem-estar físico e psicológico. 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 45% da população mundial sofre com algum tipo de distúrbio do sono. Vamos descobrir um pouco mais sobre cinco deles: 

1 – INSÔNIA

A insônia é um dos distúrbios do sono mais comuns. Pode aparecer caracterizado como uma dificuldade de iniciar o sono, de manter o sono e ainda naquela sensação de cansaço durante o dia, depois de uma noite mal dormida.

Ela pode surgir solitária ou associada a alguma outra doença, como a depressão, alterações hormonais ou doenças neurológicas. Pode, ainda, ser provocada por substâncias como remédios, álcool, tabaco, diuréticos ou alguns tipos de antidepressivos.

A insônia é considerada crônica quando as dificuldades para dormir ocorrem em pelo menos três noites da semana durante três meses.

Tratamento:  por conta das suas inúmeras causas, é importante ir ao médico para um diagnóstico correto. Uma vez que a insônia como consequência de alguma doença é descartada, você pode investir em hábitos saudáveis para o sono.

Por exemplo, evitar luzes de televisores e celulares perto do seu horário de dormir. Ambientes silenciosos e confortáveis para um sono duradouro. 

2 – APNEIA DO SONO

Como já foi citado no início desse texto, a apneia do sono é um distúrbio que ocorre quando a respiração é interrompida durante o sono, diversas vezes, por no mínimo 10 segundos. Ele impede que o corpo descanse e causa sintomas como sonolência, dores de cabeça, ronco, irritabilidade e mais. 

Obesidade e deformidade facial são as principais causas da apneia, que pode ainda ser leve, moderada ou severa. Se não tratadas, as crises podem aumentar chances de AVC, infarto e problemas como hipertensão arterial.

Tratamento: por meio de aparelhos que ajudam a manter o nível de oxigenação estável durante a noite. Em casos leves, o uso de um dispositivo ortodôntica, que ajuda a manter a faringe aberta, pode funcionar. Mas, além disso, perder peso e melhorar os hábitos alimentares também são necessários.

3 – SONAMBULISMO

O sonambulismo é um distúrbio que provoca uma parassonia – alteração do padrão do sono devido a ativação de áreas do cérebro em momentos inapropriados. A pessoa caminha, conversa e faz outras atividades motoras enquanto dorme.

Tratamento: em geral, o sonambulismo não é tratado porque os episódios tendem a diminuir a partir da adolescência.  Mas, em alguns casos, são receitados ansiolíticos para regularizar o sono.

4 – SÍNDROME DAS PERNAS INQUIETAS

A síndrome das pernas inquietas é associada à necessidade de movimentar as pernas, durante o repouso ou na hora de dormir. Sua causa é genética, mas pode piorar em momentos de estresse ou consumo de estimulantes como cafeína ou álcool. Ela atrapalha o sono e pode provocar sonolência e fadiga.

Tratamento: É necessário evitar o uso de substâncias como álcool, fumo e cafeína. Praticar exercícios físicos e evitar a privação de sono já que o cansaço piora o quadro. 

5 – BRUXISMO

É um distúrbio caracterizado pelo ato inconsciente de ranger e apertar os dentes, causando: alterações dentárias, dores de cabeça e na mandíbula.

Tratamento: Um dentista pode indicar um dispositivo encaixado sobre os dentes para evitar o desgaste, correções de alterações dentárias, além de métodos de relaxamento e fisioterapia.

CONFORTO PARA DORMIR BEM

O lugar que você dorme pode fazer toda a diferença quando o assunto é a qualidade do seu sono. Por isso, faça algumas mudanças no seu quarto para ajudar as suas noites a serem mais aproveitadas.

Por exemplo, limpe constantemente a mesinha de cabeceira ao lado da sua cama, a poeira pode atrapalhar sua respiração durante o sono. Prefira os tipos de colchões e travesseiros ergonômicos – aqueles adequados ao peso da pessoa.