Category Archive : Social

SUS amplia acesso à tratamentos para câncer raro no sangue. Hoje cuidado é apenas paliativo

Por meio de consulta pública, sociedade terá a chance de contribuir com a incorporação de medicamento que aumenta o tempo de vida dos pacientes

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (CONITEC) abriu consulta pública para avaliar a incorporação da terapia-alvo ruxolitinibe para o tratamento de adultos com mielofibrose, nos seguintes subtipos da doença: primária, pós-policitemia vera ou pós-trombocitemia essencial, no Sistema Único de Saúde (SUS), após petição realizada pela ABHH. Atualmente, contando apenas com opções pouco eficazes, a população atendida pela rede pública de saúde poderá ter o acesso a medicamento que contribui para o controle dos sintomas e aumenta o tempo de vida.

Com maior prevalência entre pessoas acima de 50 anos, estima-se que uma a cada 133 mil pessoas seja afetada pela mielofibrose[1-2], tipo raro de câncer no sangue, desencadeado pelo mal funcionamento das células-tronco. A disfunção surge quando estas células sofrem uma mutação e formam uma fibrose (cicatriz) na medula óssea, prejudicando a produção das células sanguíneas.

Entre os principais sintomas estão cansaço sem causa específica, fraqueza, anemia, palidez, suor noturno em excesso, palpitações, falta de ar, emagrecimento, perda de apetite, dor ou desconforto no abdômen e aumento do baço.[3-4] Esses aspectos prejudicam bastante os pacientes que, raramente são elegíveis ao transplante de medula óssea, único tratamento curativo. Por conta disso, outras possibilidades terapêuticas, como o ruxolitinibe (inibidor do gene JAK2, presente em aproximadamente 50% dos casos da doença[5-6]), medicamento que melhor atende a esse perfil de paciente, são necessárias para melhorar a condição desses indivíduos.

“O medicamento é a opção terapêutica mais moderna, que está disponível no sistema privado de saúde desde 2018. Porém, infelizmente, quem depende do SUS ainda não tem acesso a essa terapia-alvo, a única capaz de contornar sintomas graves, como o aumento do baço, além de garantir melhora clinicamente significativa na qualidade de vida e sobrevida global dos pacientes. Precisamos muito da atenção de todos para mudar a realidade de tratamento dessa população hoje desassistida”, afirma o diretor médico da Novartis, Dr. André Abrahão.

Por ser uma condição progressiva, os pacientes podem sofrer com condições debilitantes com o passar dos anos, tornando-se incapazes de seguir suas rotinas de forma funcional – especialmente se não estiverem sob cuidados e recebendo o tratamento adequado. A doença pode apresentar complicações graves, como hemorragias, tromboses, infecções e falência de órgãos, bem como evoluir para condições como a leucemia mieloide aguda, potencialmente fatal, e óbito.[7-8-9-10]

A maioria dos pacientes com mielofibrose são tratados com medicamentos citorredutores (responsáveis por diminuir a contagem das células do sangue), que são apenas paliativos, portanto, é necessário avaliar o papel do ruxolitinibe como recurso terapêutico padrão no Brasil. Ainda que a decisão preliminar da CONITEC seja pela ‘não incorporação’ do medicamento no SUS, as contribuições de toda sociedade civil (médicos, profissionais de saúde e pacientes, entre outros) podem influenciar a recomendação final do órgão e garantir o acesso das pessoas com mielofibrose a uma terapia comprovadamente eficaz.

Todos podem expressar sua opinião sobre a incorporação de ruxolitinibe para tratamento de pacientes com mielofibrose no SUS. Na consulta pública, a opção DISCORDO da recomendação da CONITEC é a favor da incorporação da nova terapia no sistema público. Já a opção CONCORDO é favorável a não inclusão desse medicamento.

As consultas públicas têm como objetivo promover a participação da sociedade nos processos de tomada de decisões do governo sobre políticas públicas de saúde. Esta consulta está aberta até 11 de março de 2020. Para o envio de contribuições, o interessado deve acessar o site http://conitec.gov.br/consultas-publicas, buscar a consulta sob o nome “Ruxolitinibe para tratamento de pacientes com mielofibrose primária, mielofibrose pós policitemia vera ou mielofibrose pós trombocitemia essencial, de risco intermediário-2 ou alto”, número 04 – e seguir as instruções.

Sobre a Novartis

A Novartis está reimaginando a medicina para melhorar e ampliar a vida das pessoas. Como empresa líder global em medicamentos, utilizamos ciência inovadora e tecnologias digitais para criar tratamentos transformadores em áreas de grande necessidade médica. Em nossa busca por novos medicamentos, estamos constantemente classificados entre as principais empresas do mundo que investem em pesquisa e desenvolvimento. Os produtos da Novartis alcançam mais de 750 milhões de pessoas em todo o mundo e estamos encontrando maneiras inovadoras de expandir o acesso aos nossos tratamentos mais recentes. Cerca de 105 mil pessoas de mais de 140 nacionalidades trabalham na Novartis em todo o mundo. Saiba mais em http://www.novartis.com.

Escola Musical de Inhotim abre vagas para Brumadinho

Projeto Iniciação Municipal Infantil abre inscrições para Brumadinho. Jovens de 10 a 17 anos podem se candidatar. Até dia 3 de março as vagas estarão sendo realizadas, é preciso estar matriculados na rede publica de ensino e residir em Brumadinho.

A Escola de  Musica proporciona uma formação musical gratuita a moradores da região. São elas: Iniciação  Musical Infantil e Vozes e Canto, Escola de cordas.

Os encontros aconteceram quarta-feira, quinta-feira e sexta-feira. O horários será de 13:30 as 17:00.

O projeto Iniciação Musical Infantil e Vozes e Canto tem ênfase no canto e coral. A iniciação Musical Infantil faz com que as crianças tenham seu primeiro contato com a música. Já as aulas de vozes e canto atende o publico com mais de 18 anos com experiência em canto em coros.

As inscrições podem ser feitas na Escola, de terça-feira a sexta-feira. Lembrando que os participantes serão prioritariamente estudantes da rede publica de ensino da cidade.

Endereço: Rua B N° 20, Brumadinho. De 10:00 as 16:00 horas .

Para mais informações: 3571-9722

UFVJM realiza projeto para produzir bloquetes com isopor

Iniciativa do curso de Engenharia Agrícola e Ambiental da UFVJM – Campus Unaí tem apelo social e ambiental

Sob a coordenação da professora Hellen Pinto Ferreira Deckers, alunos do curso de Engenharia Agrícola e Ambiental da UFVJM – Campus Unaí têm trabalhado na fabricação de bloquetes com utilização de isopor em substituição a areia. O trabalho faz parte do projeto de extensão Reutilização do Poliestireno Expandido (EPS) com Agregado no Composto de Concreto Leve para Fabricação de Bloquetes, aprovado no último edital da UFVJM para o ano de 2020 e realizado em parceria com a Prefeitura Municipal de Unaí, através da Secretária do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semamd), e com a Penitenciária Agostinho de Oliveira Júnior (Paoj).

Bloquetes produzidos com isopor
              em substituição a areia pelo curso de Engenharia Agrícola
              e Ambiental da UFVJM - Campus Unaí (Foto: ICA / UFVJM)
Bloquetes produzidos com isopor em substituição a areia pelo curso de Engenharia Agrícola e Ambiental da UFVJM – Campus Unaí (Foto: ICA / UFVJM)

A professora conta que a ideia do projeto surgiu a partir do problema enfrentado pela Semamd com o descarte diário de cerca de 4 mil marmitas de isopor utilizadas para a alimentação dos reeducandos do presídio. “Era preciso buscar uma solução para a reutilização dessa grande quantidade de isopor e conseguimos chegar a esse importante projeto de cunho social e ambiental”, afirma Hellen. E a coordenadora explica como a parceria funciona: “A matéria-prima (isopor triturado) é fornecida pela Semamd e a mão-de-obra é dos reeducandos e de alunos do curso de Engenharia Agrícola e Ambiental.”

O projeto encontra-se agora na fase de teste de resistência dos bloquetes fabricados com 20%, 40% e 60% de isopor. Os próprios reeducandos realizaram os testes, sob supervisão e orientação do diretor-geral da Paoj, Sílvio Pereira Cardoso Júnior, da professora Helen e do acadêmico Gabriel Elan Finkler. O objetivo é utilizar esses bloquetes no calçamento da Universidade e em praças e escolas da cidade de Unaí.

            O projeto Reutilização do Poliestireno Expandido (EPS) com Agregado no Composto de Concreto Leve para Fabricação de Bloquetes é coordenado pela professora Hellen Pinto Ferreira Deckers e conta com o envolvimento dos alunos Ana Clarah Cordeiro de Oliveira Talá, Gabriel Elan Finkler, Manuella Brandão Gonçalves, Mucio Abraão Sousa de Assis, Nei Gaspar dos Santos Junior, Northon Matheus Santana de Castro e Rosy Mara Oliveira da Silva, do curso de Engenharia Agrícola e Ambiental da UFVJM – Campus Unaí.

TCEMG chega amanhã em Curvelo para treinar controladores internos

O Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) desembarca amanhã, 13/02, em Curvelo, para realizar a primeira edição do Treinamento de Controle Interno. Essa é uma iniciativa do TCEMG, em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, que em 2020 irá percorrer o Estado para realizar cinco encontros e discutir O Fortalecimento do Controle Interno.

Até sexta-feira, 14/02, funcionários de prefeituras, autarquias e câmaras municipais irão assistir a palestras com servidores do TCEMG, Controladoria-Geral da União (CGU), Controladoria-Geral do Estado (CGE), Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG) e Prefeitura de Belo Horizonte (PBH). Durante os dois dias de evento, serão tratados temas relacionados à importância do controle interno para que as metas sejam alcançadas, a padronização de processos e integração das áreas, a apresentação de dados para a verificação de pontos fortes e frágeis, entre outros.

Além de Curvelo, o Treinamento de Controle Interno também será ministrado em Teófilo Otoni, Pouso Alegre, Uberaba e Viçosa. Os recursos para os treinamentos, são provenientes do Convênio número 883205/2019, celebrado entre o TCEMG e o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio do Fundo de Defesa de Direitos Difusos, e estão disponíveis para consulta na Plataforma +Brasil.

Treinamento de Controle Interno:

Local: Câmara Municipal de Curvelo, Rua Guimarães Rosa – Bela Vista

Dias: 13 e 14 de fevereiro de 2020

Horário: De 08 às 17h

Acesse a programação completa

Doença do Beijo: risco de mononucleose cresce no Carnaval

É fevereiro, é Carnaval, é festa! O período mais animado do ano pode ser o cenário perfeito para a mononucleose. Isso porque o vírus Epstein-Barr (VEB), da mesma família do herpes, é transmitido, principalmente, pela saliva e por objetos compartilhados, como copos e canudos. Devido ao modo de contágio, a enfermidade ficou popularmente conhecida como a doença do beijo.

De acordo com a infectologista da Doctoralia, Flávia Cunha Gomide, a doença apresenta sintomas que perduram de duas a quatro semanas. “Os principais são febre, gânglios inchados no pescoço, virilhas e axilas, cansaço, dores no corpo, dor e inflamação na garganta e erupção cutânea”, revela.

Por ter sintomas parecidos com os de outras infecções (como amidalite bacteriana e até HIV em fase muito inicial), ao notar os sinais, é importante procurar um médico para o diagnóstico correto. “Não há um tratamento específico para a doença do beijo. Geralmente, são indicados repouso e medicamentos que amenizem os sintomas”, conta Flávia.

Confira abaixo as dicas de prevenção da infectologista Flávia Cunha Gomide, membro da Doctoralia:

·Tenha hábitos saudáveis. Exercícios, boa alimentação e horas adequadas de sono aumentam sua resistência para se defender contra infecções;

·Cubra a boca com a parte interna do braço, quando for tossir ou espirrar;

·Não compartilhe alimentos, pratos, copos e outros utensílios;

·Higienize as mãos com álcool gel;

·Mantenha a sua vacinação em dia.

Professor do CEFET-MG explica o que são e por que ocorrem riscos geológicos nos períodos de chuva

As chuvas que marcam a região Sudeste, principalmente entre os meses
de outubro e março de cada ano, já são previstas pelos mineiros. De
acordo com informações do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET),
em Minas, o trimestre entre novembro e janeiro é frequentemente o mais
chuvoso. Porém, 2020 começou batendo recordes históricos de volume de
chuva, o que causa apreensão, tanto pelos alagamentos e
transbordamentos de rios, como também por deslizamentos de encostas.
Somente de 24 a 28 de janeiro, foram 53 mortes confirmadas em
decorrência do grande volume de chuvas, segundo a Defesa Civil de
Minas Gerais.
O professor do curso de Engenharia Ambiental do CEFET-MG, Evandro
Carrusca de Oliveira fala, em entrevista, sobre o risco geológico,
perigo que ultrapassa o momento das chuvas. Para ele, ?ao implantar
medidas de redução dos riscos, trabalhamos tanto no sentido da
prevenção, reduzindo a frequência de ocorrência, quanto no sentido da
proteção, minimizando ou reduzindo as consequências?.
Evandro é doutor em Geotecnia e ministra, no CEFET-MG, disciplinas
ligadas à análise de riscos ambientais, hidrogeologia e geotecnia
ambiental, que é o estudo do comportamento do solo e das rochas em
decorrência das ações do homem.

O que é risco geológico? Por que acontece esse fenômeno?
O risco pode ser tomado como uma categoria de análise associada às
noções de incerteza, exposição ao perigo, perda e prejuízos materiais,
econômicos e humanos. O risco refere-se, portanto, à possibilidade de
ocorrer um evento indesejado. Deve-se identificar antecipadamente os
perigos e quantificar os riscos associados e os efeitos sobre o meio
ambiente e a saúde pública para, em seguida, propor medidas de controle.
Risco Geológico é quando o risco ambiental (ou natural) está
relacionado à vulnerabilidade de uma área associado a fenômenos de
natureza geológica num dado momento. São exemplos sismos, erupções
vulcânicas, deslizamentos ou escorregamentos de solo e avalanches de
lama, quedas de blocos de rochas, assoreamentos, inundações e erosão.
Os principais riscos relacionados aos fenômenos geológicos em Belo
Horizonte referem-se aos escorregamentos de solos e rochas em
encostas/taludes devido à saturação do solo pela chuva intensa,
resultando destruição de habitações, vias públicas e outras estruturas
e bens materiais. E também as enchentes e inundações ao longo das
calhas dos rios e córregos que cortam a cidade, normalmente
localizados em cotas inferiores às ruas por onde deságua a água não
infiltrada no solo impermeabilizado.

A Região Metropolitana de Belo Horizonte é, naturalmente, mais
suscetível ao risco geológico pelo relevo acidentado?
BH tem um relevo muito montanhoso em toda a sua distribuição areal,
gerando grandes desníveis topográficos nos quatro cantos da cidade. E
o índice de impermeabilização das vias públicas e terrenos habitados é
muito significativo. Essa impermeabilização do solo e os declives
acentuados geram enxurradas de alto poder destrutivo. E, nas
comunidades, a ocupação urbana não respeitou a geologia local, com
grandes intervenções antrópicas que favorecem o aumento das áreas de
risco geológico para milhares de pessoas.

Depois de um período de chuvas, quanto tempo pode durar o risco
geológico? É possível fazer essa previsão?
Pode durar pouco tempo ou para sempre, impedindo a reocupação do
local. Vai depender do laudo ou diagnóstico de geólogos, engenheiros,
geotécnicos e outros especialistas, atestando a situação da área em
estudo.

Quais sinais ajudam a identificar possíveis riscos e quais são as
recomendações em caso de identificação desses sinais?
São vários os sinais. No caso de moradia próxima a barrancos de terra,
observar, por exemplo, qualquer trinca ou fenda no terreno ou nas
construções, se a água da enxurrada está infiltrando em algum local
específico, se há árvores ou mourões de cerca com inclinações recentes
nas proximidades, a existência de corrimento de solo fino nas
enxurradas, estalos em estruturas rígidas ou no barranco e água
brotando no talude próximo.
O mesmo cuidado deve ser tomado quando existem blocos rochosos
próximos ou em níveis superiores à moradia. O peso desses blocos sobre
o solo saturado pode provocar deslizamentos ou tombamentos rochosos em
épocas de chuva, destruindo as construções localizadas abaixo.
No caso de moradias em margens da bacia hidrográfica, deve-se
acompanhar as informações sobre a situação climática em sua região e
na região a montante da casa. Muitas vezes, próximo à moradia não está
chovendo, mas nas cabeceiras do córrego chove com muita intensidade,
acarretando inundações nas partes mais baixas.
A principal recomendação é acionar com urgência e de forma preventiva
a Defesa Civil ou outro órgão credenciado para esse atendimento. Digo
?preventivo? porque após a catástrofe, estes órgãos estarão em ações
de emergência, de socorro imediato, não sendo possível se deslocarem
apenas para diagnosticarem uma evidência de risco. Nessa situação, o
mais correto é abandonar o local, ir para um local seguro e aguardar a
diminuição do fluxo de atendimento emergencial das unidades
competentes. Após a classificação como área de risco, retirar com
urgência os moradores.

O que a população e a administração pública podem fazer
preventivamente para que haja menos possibilidade de novos ?riscos
geológicos??
Inicialmente, gostaria de parabenizar a Administração Pública de Belo
Horizonte, a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e todos os envolvidos.
Pela primeira vez em BH foi realizado um mutirão preventivo, um
verdadeiro Plano de Contingência para enfrentar os fenômenos
climáticos e suas consequências nesse início de 2020.
No caso de BH, neste evento catastrófico que estamos vivenciando,
ações simples como prevenir a população da situação climática através
de mensagens, fechamento das vias com pontos críticos, reserva de
acomodações em abrigos e outros estabelecimentos, acompanhamento 24
horas antes e durante as catástrofes, alocação de pessoas e máquinas
para minimizar os impactos ambientais, e tantas outras ações que estão
salvando vidas.
Os riscos geológicos estão e estarão lá por milhares de anos.
Respeitam aqueles que os respeitam, entendem o risco e as potenciais
consequências ao longo do tempo. E com o agravante de que não mandam
recados prevenindo quando irão se manifestar. Portanto, não construam
em áreas de instabilidade geológica.

Após fortes chuvas 101 cidades mineiras estão em estado de emergência

Na última terça-feira (28), a Defesa Civil Nacional divulgou uma lista com 101 cidades de mais de 54 municípios que sofreram grandes estragos realizados pelas chuvas e que estão em estado de emergência no estado de Minas Gerais.

As cidades mineiras listadas são: Almenara, Antônio Dias, Barão de Cocais, Belo Vale, Bocaiúva, Bom Jesus do Galho, Caputira, Cipotânea, Conselheiro Lafaiete, Cordisburgo, Coronel Fabriciano, Crucilândia, Diamantina, Diogo de Vasconcelos, Durandé, Entre Rios de Minas, Felício dos Santos, Felixlândia, Fervedouro, Guaraciaba, Igaratinga, Inimutaba, Ipaba, Ipanema, Itapecerica, Jeceaba, Juatuba, Lamim, Manhumirim, Mário campos, Miradouro, Moeda, Nova Era, Nova União, Oliveira, Ouro Branco, Paula Cândido, Pintópolis, Ponte Nova, Rio Casca, Rio Piracicaba, Rosário da Limeira, Santa Cruz do Escalvado, Santa Maria do Itabira, Santana do Manhuaçu, Santana dos Montes, Santo Antônio do Grama, São Geraldo, São Gonçalo do Rio Abaixo, São João do Manhuaçu, Senhora de Oliveira, Setubinha, Timóteo, Tombos, Abre Campo, Alto Caparaó, Alto Jequitibá, Belo Horizonte, Betim, Brumadinho, Caeté, Caparaó, Carangola, Cataguases, Congonhas, Contagem, Divino, Dores do Turvo, Ervália, Espera Feliz, Guidoval, Ibiaí, Ibirité, Luis Burgo, Manhuaçu, Mariana, Mateus Leme, Matipó, Monjolos, Muriaé, Nova Lima, Orizânia, Patrocínio de Muriaé, Pedra Bonita, Raposos, Raul Soares, Ribeirão das Neves, Rio Acima, Sabará, Santa Bárbara, Santa Luzia, Santa Margarida, São Gonçalo do Sapucaí, Sarzedo, Senador Firmino, Simonésia, Taquaraçu de Minas, Teófilo Otoni, Tocantins, Ubá e Visconde do Rio Branco.

De acordo com a MDR (Ministério do Desenvolvimento), as prefeituras poderão acessar os recursos federais para assistência, restabelecer serviços essenciais, reconstruir estruturas danificadas e elaborar ações de socorro. Foi divulgado que a verba estipulada é de aproximadamente R$ 90 milhões

Segundo a Defesa Civil Nacional, está sendo realizado um treinamento para que os municípios elaborem propostas de uma forma correta e com todos os documentos necessários, com fotografias dos danos causados.

O Ministro do Desenvolvimento Regional Gustavo Canuto anunciou que neste domingo (26), em Belo Horizonte/MG a União irá antecipar os benefícios do Bolsa Família, FGTS e a utilização do Sistema Único de Assistência Social

Saldo de crescimento de emprego cresceu em 19% em 2019

Há algo em comum entre restaurantes, salões de beleza, clínicas médicas e lojas de assistência técnica especializada. Todos esses estabelecimentos fazem parte do setor de serviços, o principal responsável pelo avanço do emprego formal em Minas Gerais. De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), ele gerou 55.213 vagas com carteira assinada de um saldo total de 97.720 postos de trabalho abertos no Estado em 2019.

Os dados divulgados pelo Ministério da Economia, na última sexta-feira (24/01), mostram uma recuperação do emprego formal em Minas Gerais, mesmo com as dificuldades fiscais enfrentadas pelos municípios mineiros. No acumulado do ano, o Estado registrou 15.801 postos de trabalho a mais que em 2018. Essa diferença representa uma evolução de 19,28% no estoque de vagas abertas.

A expansão de admissões em relação às demissões deve-se, especialmente, a setores estratégicos para a economia mineira, como a construção civil (7,72%), a indústria extrativa mineral (4,04%) e os serviços (3,43%). A agropecuária, por sua vez, foi o único setor a registrar recuo no número de vagas formais em Minas (-0,93%). Já o comércio fechou o ano com saldo positivo de 1,37% de contratações.

A economista da Fecomércio MG, Bárbara Guimarães, atribui a reversão do quadro de desemprego a fatores como a inflação controlada, a queda dos juros básicos a 4,5% ao ano e as reformas estruturais aprovadas. “O ambiente de otimismo vivido no ano passado permitiu setores como a mineração – afetada no início de 2019 pela tragédia em Brumadinho – e a construção civil – em baixa desde a crise – elevarem o percentual de contratações no Estado”, avalia.

Em relação ao comércio, Bárbara considera que o consumo aquecido e a confiança do empresário foram determinantes para a evolução do emprego em Minas. “As medidas de liberalização da economia implementadas no país durante o ano passado motivaram um comportamento mais positivo de quem empreende. Não por acaso, o Índice de Condições Atuais do Empresário do Comércio de Belo Horizonte expandiu 22 pontos percentuais de 2018 para 2019”, quantifica.

Números anteriores à crise

No Brasil, os resultados do Caged 2019 revelam que 644.079 vagas formais foram geradas, 21,63% a mais que o apurado em 2018. O saldo é o melhor em números absolutos desde 2013, quando o país criou mais de 1,1 milhão de empregos com carteira assinada. Todos os oito setores verificados encerram o ano com estoque positivo, com destaque para os serviços, responsável pela geração de 382,5 mil postos de trabalho, e para o comércio, com 145,4 mil admissões.

Entre as regiões geográficas do país, os melhores saldos de postos de trabalho formais no ano passado ficaram como a Região Sudeste (318,2 mil), seguida pela Sul (143,2 mil), Nordeste (76,5 mil), Centro-Oeste (73,4 mil) e Norte (32,5 mil). Já em relação aos estados, os desempenhos mais satisfatórios foram registrados em São Paulo (184,1 mil), Minas Gerais, (97,7 mil) e Santa Catarina (71,4 mil).

Opção pós-reforma

O trabalho intermitente também colaborou para o resultado do Caged em 2019. No período, a modalidade gerou 85,7 mil empregos, 13,3% do total de vagas criadas em todo o país. Os setores de serviços (39,7 mil) e comércio (24,3 mil) foram os destaques dessa forma de trabalho, que permite ao profissional prestar atividades em períodos alternados, conforme a demanda do empregador.

Vale e outras 16 pessoas são denunciadas por crime socioambiental de Brumadinho

Na última terça-feira (21) o Ministério Público de Minas Gerais efetuou uma denúncia á 2° Vara Criminal de Belo Horizonte/MG, devido á homicídios duplamente qualificados, destinada ao ex-presidente da Vale Fabio Schvartsman, além de 11 funcionários, cinco empresas de certificações e a Tüv Süd testes e inspeções que atestaram que a barragem era segura.

Além disso ambas as empresas inclusive foram denunciadas pelo rompimento da barragem I da mina Córrego do Feijão na cidade de Brumadinho/MG, da Vale que levou 272 pessoas a óbitos, deixou 11 desaparecidas e também contaminou o rio Paraopeba. Todos irão responder pelo crime socioambiental , que prejudicou diversos pescadores e retirou o meio de subsistência de diversas pessoas e que completa 1 ano no próximo dia 25.

Segundo Antônio Sérgio Tonet Procurador Geral de Justiça de Minas Gerais, a Mineradora Vale não tem feito nada a favor do estado ou das vitimas afetadas, não há nada feito de forma voluntária, tudo o que tem sido feito foi determinado pela justiça ou objeto acordado dentro das ações já ponderadas e que é uma obrigação legal da empresa indenizar e reparar os danos de forma integral os que foram atingidos pelo ocorrido.

A Marcha dos Atingidos

Entretanto foi criado um movimento denominado a Marcha dos Atingidos que foi organizada pelas vitimas, o movimento em seu segundo dia percorreu as ruas da cidade de Pompéu/MG em direção as margens do rio Paraopeba que foi atingido por rejetos da mineração.

Segundo José Geraldo membro do movimento, o objetivo da marcha é mostrar que os danos do rompimento da barragem foi além de Brumadinho/MG e que a contaminação esta passando pelo rio Paraopeba e já esta chegando na represa de Três Marias, além disso ressaltou a importância do rio Paraopeba para a sobrevivência das pessoas dependentes dele.

A noticia do movimento chegou até o ex-presidente Luiz Inácio da Silva que confirmou presença no movimento na próxima sexta-feira (24) que ocorrerá na cidade Betim/MG. A marcha continuará percorrendo diversas cidades até o dia 25 que será a data de chegada em Brumadinho onde ocorrerá atos solidários para todos os atingidos pela tragédia

Custo de materiais escolares aumentam em 300% neste ano

Para a maioria dos brasileiros, o ano começa com muitas contas. E para os pais, além da rematrícula da escola, uma das principais despesas está relacionada à compra do material escolar. Segundo pesquisa realizada pelo Procon-SP o preço do material em São Paulo pode variar 300% – eles analisaram os valores de 126 produtos em oito lojas. Por exemplo, o preço do estojo de giz de cera com 12 cores chegou a 266% – de R$ 1,50 para R$ 5,50. A maior diferença foi na borracha branca, com um aumento de 333% – ficou entre R$ 0,60 e R$ 2,60.

Pensando em ajudar os pais a se organizarem, a Simplic – primeira fintech a oferecer empréstimo 100% online a pessoas físicas – separou cinco dicas de como economizar na compra do material escolar do seu filho. Leia abaixo.

1 – Reaproveite materiais antigos

Antes de ir às compras, veja em casa se não “sobrou” alguns materiais do ano passado. Sempre tem aquele caderno que não usou inteiro, canetas e lápis que podem ser aproveitados. Também podem usar alguns materiais que não estragam tão rápido assim, como: tesoura, apontador, grampeador, régua, etc. Livros antigos também podem servir de doação para outros alunos

2 – Faça pesquisas

Realizar pesquisas em sites de buscas é sempre uma ótima opção – você consegue comparar os valores e às vezes até fazer a compra online. Guardar panfletos de lojas também pode ajudar na análise dos preços, além de tê-los em mãos, o estabelecimento é obrigado a cumprir com os valores divulgados – segundo o Código de Defesa do Consumidor.

3 – Compre com antecedência

Faça compras um tempo antes do retorno às aulas. Normalmente, quando está próximo algumas papelarias e lojas costumam subir os preços do material escolar. Comprando com antecedência, você garante materiais até de primeira linha com um melhor custo-benefício.

4 – Compras coletivas

Nessa época os pais estão com o mesmo propósito: economizar com a compra dos materiais – por isso, uma boa sugestão é se organizar com eles e ir até uma única papelaria juntos. Algumas lojas dão descontos para compras em grupo e grandes quantidades.

5 – Financie a compra

Muitos pais não conseguem fazer as compras por conta de todos as dívidas do início do ano e com isso, procuram por outra alternativa para resolver essa situação. Uma opção são as fintechs, por exemplo, a Simplic. Ela oferece crédito rápido e seguro e 100% online. O processo é bem simples: o cliente faz a simulação de crédito no site pelo computador ou celular. O cadastro não leva nem 5 minutos e ele fica sabendo na mesma hora se está pré-aprovado e pode receber o dinheiro na conta em menos de 24 horas.